AIDS: porque a prevenção tem que continuar

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13/12/2018

De acordo com o UNAIDS Brasil, em 2017 existiam quase 37 milhões de pessoas contaminadas pelo vírus HIV pelo mundo. Nesse mesmo ano, 1,8 milhão de pessoas foram infectadas pelo  vírus. Os números são altos apesar da doença ser amplamente conhecida. Só existe uma maneira de continuar a diminuí-los e evitar o surgimento de milhares de novos casos todos os anos:  através da educação para uma prevenção eficiente. 

Por que algumas pessoas deixam de se prevenir?

Na década de 1980, a AIDS assustou o mundo por ser uma doença pouco conhecida, mas que se espalhava rapidamente pelo mundo. Existiam muitos mitos rodeando a doença, sobre sua transmissão e até seu tratamento. Na época, existiam poucas opções para o tratamento e a AIDS era praticamente uma sentença de morte para o infectado. Felizmente, o cenário atual é bastante diferente. 

Hoje em dia, o tratamento com retrovirais é bastante eficiente e aumenta muito a expectativa de vida do paciente. Ainda não existe cura para a AIDS, mas um paciente infectado pode ter uma vida normal, inclusive sexual, adotando os medicamentos e precauções adequados. De acordo com dados do UNAIDS Brasil, em 2017 21,7 milhões de pacientes já tinha acesso à terapia com 
retrovirais, um número que continua a crescer. 

A AIDS deixou de ser uma sentença de morte e todos sabem que é possível tratar e conviver com a doença. Boa parte do preconceito construído durante a década de 1980 contra indivíduos  infectados e grupos relacionados à doença também está desaparecendo. Por isso, muitos deixam de se preocupar com a AIDS e sua prevenção, um grande erro. 

O Brasil tem problemas com a prevenção de AIDS

Os dados da UNAIDS sobre o Brasil são alarmantes. De acordo com o projeto, em 2016 o país era responsável por 49% dos indivíduos infectados na América Latina. Em 2015, o Ministério da Saúde já considerava que existia uma epidemia de HIV entre os jovens brasileiros e que a prevenção era mais importante que nunca. 

Um dos principais problemas para os brasileiros é não utilizar preservativos durante as relações sexuais. Os motivos variam, indo desde preconceito até falta de acesso à informação a respeito do uso do preservativo. Ainda existem muitos mitos rodeando a transmissão da AIDS que fazem com que jovens deixem de usar a camisinha em certas situações porque acreditam que não podem contrair a doença. 

Os números de infectados por HIV anualmente está estabilizados no país, mas é possível diminuí-los. Sabe como? Prevenindo-se! É essencial usar preservativos em qualquer tipo de 
relação sexual. Além disso, é importante realizar exames periódicos para identificar a presença de DSTs. Quando o HIV é detectado e tratado, o paciente deixa de ser um transmissor e não coloca sua vida em risco. 

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