Diagnóstico e tratamento da sepse em hospitais: quais devem ser as práticas?

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O que é sepse?

A sepse ou septicemia é uma infecção generalizada no
organismo. Ela acontece quando um processo infeccioso não é evidenciado ou
valorizado inicialmente, mas avança com o tempo e gera complicações. Em casos
de sepse, o corpo tem uma reação desregulada na presença de um agente
infeccioso. O sistema imunológico combate, não somente a infecção, mas também o
próprio corpo, o que gera disfunção dos órgãos. Os sintomas causados por uma
sepse podem levar o paciente rapidamente a óbito, como mostram as estatísticas.

De acordo com dados de um projeto da UNIFESP em conjunto com
o Instituto Latino Americano
 de Sepse, a doença mata mais de 230 mil adultos nas UTIs por
ano. O mesmo estudo mostra que a taxa de mortalidade por sepse é de 55,7%. Ela
causa 65% dos óbitos em Unidades Intensivas de Tratamento (UTIs) no País. A
sepse causa mais mortes do que infarto do miocárdio e certos tipos de câncer.
Por isso, esse tipo de infecção generalizada deve ser percebida e tratada logo
no princípio.

Sinais de gravidade
da sepse

Alguns sinais mostram a gravidade da sepse e ajudam médicos e
outros profissionais em contato com o paciente a identificar a condição. Alguns
sinais importantes incluem:

●       Mau funcionamento dos rins;

●       Quedas de plaquetas;

●       Problemas respiratórios;

●       Alteração na coagulação sanguínea;

●       Febre com “falta de ar”;

●       Aumento da frequência cardíaca
associada a focos de infecção.

Todos esses sinais podem indicar sepse e precisam de atenção.
Quando detectada precocemente, a sepse é de simples tratamento e precisa
somente de antibióticos. A detecção tardia da doença aumenta a taxa de
mortalidade. Assim que a doença é identificada, as condutas para estabilizar o
quadro do paciente são prioridade nas primeiras horas.

Protocolo para
diagnóstico e tratamento da sepse

O Hospital Amazônia conta com um protocolo específico para diagnóstico
e tratamento da sepse, o que tem ajudado bastante a identificar e tratar de
maneira correta e precoce estes casos. Seguimos a regra do “MAIS é MENOS”,
ou seja: quanto MAIS rápido se agir nos sinais de sepse, MENOS casos de
mortalidade por sepse teremos.

Dra. Elk Alcantara.

Coordenadora – CCHI.

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