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Saiba mais sobre os sintomas, prevenção e tratamento da meningite através de um médico infectologista.

O cérebro é recoberto por membranas, também conhecidas como meninges, que tem como função protegê-lo de todos os tipos de ameaças. No entanto, elas podem ser atingidas por uma inflamação que prejudica o transporte de oxigênio para as células de todo o corpo: a meningite. 

Como um pediatra poderia esclarecer, a doença é especialmente comum entre crianças e adolescentes. Nessa faixa etária ela também apresenta evolução e quadros mais graves. Frequentemente os pacientes devem ser internados em um hospital para receber o tratamento adequado. 

Quando o paciente demora a procurar um hospital ele pode desenvolver sequelas graves. E é possível que precise conviver pelo resto da vida com tais sequelas. Trouxemos algumas informações valiosas sobre a doença para aprender a identificá-la rapidamente e conseguir o tratamento mais eficiente. 

Tipos de meningite de acordo com médico infectologista

A doença é dividida em três tipos de acordo com o antígeno causador. Boa parte dos casos acontece por uma infecção viral ou bacteriana. No entanto, também é possível que fungos causem a doença. Entenda mais sobre cada um deles nos tópicos a seguir.

Meningite viral

É a forma mais comum de meningite encontrada em hospitais. Ela também é a forma menos perigosa para os pacientes. Com frequência, sequer é necessário recorrer à internação, somente controlar os sintomas através de medicamentos. 

Os causadores da meningite viral podem ser transmitidos através de água, alimentos e objetos contaminados. Crianças que não lavam as mãos antes de levá-las à boca possuem maiores chances de contraí-la. Além disso, a doença é mais comum entre o fim do verão e começo do outono. 

Meningite bacteriana

É conhecida por qualquer médico infectologista por ser a variação mais grave da doença. Quando as bactérias causadoras entram na corrente sanguínea elas migram até o cérebro, causando a inflamação. 

Em casos um pouco mais raros as bactérias surgem de uma infecção de ouvido não tratada ou até após uma fratura ou cirurgia na região. Existe uma grande variedade de bactérias que podem desencadear o quadro, confira: 

  • Streptococcus pneumoniae: é o tipo mais comum. Também causa infecções no ouvido e pneumonia. Existe uma vacina disponível para preveni-la; 
  • Neisseria meningitidis: é uma bactéria que inicialmente afeta o trato respiratório. Daí ela pode migrar para a corrente sanguínea e atingir o cérebro. É extremamente contagiosa e é mais comum entre adolescentes e jovens adultos; 
  • Haemophilus influenzae: apesar de já ter sido a principal causa de meningite entre crianças ela foi controlada através de vacinas. Em pessoas não vacinadas a doença se desenvolve através de uma infecção no trato respiratório; 
  • Listeria monocytogenes: afeta com maior frequência mulheres grávidas, idosos e pessoas com a imunidade comprometida. Em outros indivíduos essa bactéria raramente causa sintomas e não chega a causar meningite. 

Meningite fúngica

É o tipo menos comum da doença, mas isso não significa que seja menos grave. Pelo contrário, quando a meningite é causada por fungos as chances de desenvolver o quadro crônico são iguais ou até superiores aos da bacteriana. A grande diferença é que essa doença não é contagiosa, enquanto infecções bacterianas passam de pessoa para pessoa facilmente. 

Meningites não infecciosas

Apesar de serem mais raros, eles ainda são possíveis. Nesses casos o indivíduo desenvolve meningite por reações químicas, como alergia a medicamentos e até alguns tipos de câncer.

o que é meningite médico infectologista do hospital Amazônia esclarece

Fatores de risco de acordo com médico infectologista

Existe um motivo para que boa parte dos casos de meningite serem diagnosticados por profissionais que atendem crianças, como um pediatra unimed belém ou do Plano Amazônia. Elas estão no grupo de risco, assim como algumas outras pessoas que precisam tomar cuidados preventivos especiais. 

A meningite viral atinge principalmente crianças até os cinco anos. Nessa idade seu sistema imunológico ainda não está tão bem desenvolvido. Portanto, as chances de serem contaminadas por um vírus que causa a infecção aumentam bastante. Já a doença em sua forma bacteriana é mais comum em adultos ao redor dos 20 anos. 

A bactéria Listeria monocytogenes é um caso à parte. Seu “alvo” são pessoas com a imunidade prejudicada, especialmente gestantes e idosos. Imunossuprimidos, como pacientes oncológicos, também podem sofrer com a infecção. 

Existe outro fator que aumenta as chances de contaminação por um dos causadores da meningite: o lugar de moradia. Indivíduos em grandes centros urbanos e que frequentam ambientes fechados e com aglomerações têm maiores chances de serem contaminados. Bases militares, orfanatos e albergues, por exemplo, apresentam maior taxa de infecção. 

Transmissão 

A transmissão depende bastante do causador da doença. Como a maioria das bactérias causa uma inflamação no trato respiratório, falaremos em mais detalhe a respeito delas. A transmissão ocorre através do contato com saliva e secreções do indivíduo contaminado. Tosse, espirro e até microgotículas na fala podem carregar a bactéria de pessoa para pessoa. 

Felizmente, as bactérias causadoras da meningite não são tão contagiosas quanto os vírus respiratórios, como causadores da gripe. Portanto, o contato próximo, mas breve entre indivíduos dificilmente gera infecção. 

Mesmo assim crianças e pessoas com a imunidade baixa devem evitar o contato com pacientes que apresentam sintomas de meningite. Assim, é possível prevenir a contaminação.  

Sintomas da doença segundo um médico infectologista

Os sintomas mais comuns da meningite incluem: 

  • Dores de cabeça; 
  • Confusão mental; 
  • Febre; 
  • Vômito; 
  • Rigidez no pescoço; 
  • Paralisia; 
  • Surdez; 
  • Gangrena de pés, mãos e braços. 

Quando procurar um médico infectologista ou os hospitais?

Inicialmente a meningite pode apresentar sintomas parecidos com os da gripe. Por isso, ela geralmente não causa alarme em pais e responsáveis. Em pacientes do grupo de risco o quadro pode piorar rapidamente e a doença tornar-se mais grave. É importante procurar um médico infectologista ou um hospital assim que surgirem os primeiros sintomas. 

Tratamento 

Quando a meningite é de origem bacteriana o tratamento consiste em administrar antibióticos para controlar a infecção. A doença pode tornar-se grave em 24h, exigindo que o paciente seja internado. Nesses casos o hospital deve manter as funções vitais do indivíduo para ajudar o organismo a combater a infecção, além de administrar os medicamentos. 

Em quadros menos graves o paciente deve permanecer em repouso e ingerir muita água, além de tomar remédios para controlar os sintomas. Quando a causa são fungos também é preciso receber fungicidas. 

É possível prevenir?

A meningite está se tornando uma doença cada vez menos comum graças à vacinação. Essa é a principal forma de prevenção e pode evitar os tipos A, B, C, W e Y de meningococo. Além de serem muito eficientes as vacinas também são seguras e devem ser administradas aos 3, 5 e 7 meses de vida. 

Se estiver em dúvida a respeito da vacinação, procure um pediatra particular  ou um médico infectologista de confiança. Também é importante lembrar-se das doses de reforço para evitar que crianças tornem-se mais vulneráveis à doença mais tarde na vida. 

Além da vacinação, pais e responsáveis devem estar atentos a surtos de meningite. Caso ocorram, evitem frequentar locais fechados e com aglomerações e tente manter indivíduos do grupo de risco em casa.

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